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finalidades e objetivos / mapa teórico-curricular / programas especiais / mapa conceitual

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  • Auxiliar na formação das crianças, para que cresçam como pessoas criativas, autônomas, conscientes e críticas, capazes de adotar condutas adequadas em diversas circunstâncias morais, afetivas e cognitivas, aptas a defender seus direitos e assumir seus deveres.
  • Proporcionar um ambiente no qual as crianças desenvolvam autonomia do ponto de vista moral e cognitivo, acreditando em suas capacidades e percebendo suas limitações.
  • Promover momentos favoráveis à construção da autoestima.
  • Fomentar o conhecimento do próprio corpo, assim como de suas potencialidades e limites, dando a devida importância aos cuidados para com a saúde e o bem-estar.
  • Promover situações de interação nas quais as crianças possam se relacionar cooperativamente entre si e com outras pessoas.
  • Estimular uma postura de curiosidade.
  • Incentivar a expressão de ideias, emoções, sentimentos, pensamentos, desejos e necessidades.
  • Auxiliar a tomada de consciência dos processos de construção de conhecimento.
  • Criar um ambiente que favoreça a aprendizagem dos conteúdos curriculares.
  • Promover situações nas quais as crianças possam conhecer diferentes manifestações culturais com interesse e respeito.
  • Abrir caminhos a conhecimentos que não são construídos espontaneamente no ser humano.

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O Setor de Psicologia do Recreio cuida basicamente dos aspectos psíquicos e subjetivos envolvidos no processo ensino-aprendizagem, valorizando as relações intra e interpessoais que se desenvolvem no cotidiano da Escola. Seus principais objetivos são:

  • propiciar um espaço de escuta onde professores, pais, crianças, profissionais da equipe técnica, diretores e funcionários se coloquem e falem de si;
  • criar um espaço para a expressão das angústias e ansiedades inerentes à prática e ao processo de formação dos profissionais da Escola, oferecendo possibilidades para que eles possam repensar suas práticas, suas dificuldades e seus encaminhamentos, buscando novas soluções para as diversas situações que vivenciam na Escola Recreio com o crescimento pessoal e profissional;
  • esclarecer para os pais aspectos do desenvolvimento infantil; informar às famílias a respeito do dia-a-dia das crianças na Escola, através de reuniões de pais, encontros e entrevistas individuais.

A Psicomotricidade Relacional é uma dinâmica que objetiva a manifestação expressiva e relacional do sujeito, através do brincar livre e espontâneo. Essa prática se apoia em uma atividade que privilegia o jogo em suas dimensões sensório-motora, simbólica e de regras. Seu objetivo é explorar de forma lúdica as estratégias relacionais da criança, visando o desenvolvimento de suas possibilidades de ação inteligente e criadora, assim como maior domínio pessoal das questões ligadas à afetividade e à emoção.

No Recreio, o trabalho de Psicomotricidade Relacional é realizado semanalmente com cada turma, durante 30 a 60 minutos. Sua estruturação metodológica segue um modelo de procedimentos composto por três momentos distintos e organizadores:

Reunião inicial – regras e combinados são construídos e/ou relembrados para assegurar e garantir um ambiente onde o jogo livre possa transcorrer com tranquilidade e espontaneidade.

Jogo livre – materiais pouco estruturados (bolas, bambolês, caixas de papelão, colchonetes, panos coloridos), escolhidos em função do projeto de atuação do psicomotricista, a partir das características das crianças e/ou grupos, facilitam a evolução do jogo em todas as suas possibilidades expressivas.

Fechamento – as crianças são estimuladas a falar de suas experiências vividas durante o jogo, em relação ao animador, a elas próprias e ao grupo, permitindo a tradução da ação e, consequentemente, a sua significação.

O trabalho de fonoaudiologia no Recreio acontece desde 1997 e visa:

  • detectar alterações na fala, na voz, na audição e na motricidade oral;
  • desenvolver uma postura preventiva, a fim de que essas alterações não aconteçam ou que se agravem;
  • criar condições cada vez mais favoráveis para que a criança desenvolva ao máximo o seu potencial de comunicação.

 

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Aprender é um pressuposto da vida. Todo ser humano, independente de sua potencialidade, constrói aprendizagens, desde que lhe seja garantida a possibilidade de interação com o outro e com os objetos significativos de sua cultura.

A aprendizagem é inseparável da emoção e da motivação. Aprender exige um movimento individual de internalização da objetividade do mundo, para transformá-la em um patrimônio pessoal, transformando-se simultaneamente.

Produto da aprendizagem, o conhecimento não se constitui, portanto, em cópia da realidade. Ele é fruto de um intenso trabalho de criação, significação e resignificação, no qual ocorrem contínuas transformações dos objetos de conhecimento e do modo de pensar do sujeito que aprende.

O papel da escola é abrir horizontes, criando para os alunos oportunidades de atribuir significado cultural ao mundo e construir conhecimentos. Assim, o processo de ensino deve ser essencialmente estimulante – buscando ampliar o universo de interesse da criança, bem como sua curiosidade e autonomia – e fundamentado em um meio sobre o qual é possível agir, decidir, realizar, avaliar e discutir com os outros.

Deve-se cumprir o desafio de estimular o aluno a resolver problemas, a explorar alternativas e a transformar continuamente o conhecimento.

Ao professor cabe a função de facilitador do aprendizado. Ao invés de impor sua forma lógica de pensar, ele deve valorizar os esquemas de pensamento da criança e suas hipóteses de compreensão dos fenômenos. Na medida em que compreende a criança, ciente de suas possibilidades e limites, ele pode facilitar a aprendizagem através do ensino, criando uma ponte entre o modo de ser e pensar da criança e as características internas do objeto a ser conhecido.

Em 1980, o Recreio realizou a matrícula de uma aluna com síndrome de Down em turma regular, demonstrando acreditar na possibilidade de inclusão.

O objetivo inicial da Escola era oferecer a crianças com deficiência estímulos variados para favorecer seu desenvolvimento emocional e psicomotor, bem como oportunidades para o estabelecimento de diferentes vínculos sociais. Desde o início, afastava-se a ideia de tratamento diferenciado às crianças, rejeitando qualquer postura assistencialista. No decorrer dos anos, houve uma sistematização dos estudos pela equipe, incluindo uma investigação mais profunda da área cognitiva, preocupando-se com o ensino e a aprendizagem de conteúdos curriculares.

 

Não se tem uma visão construtivista de mundo e de educação sem uma nova concepção de infância. No Recreio, a criança já não é vista como uma pequena pessoa, como um futuro adulto desprovido de valor atual e sem capacidades. Ela é um interlocutor, um produtor cultural que participa pensando, agindo, criticando e questionando,

É na infância que se encontram as formas mais ricas de pensamento. A criança sente e pensa o mundo de um jeito muito peculiar. O pensamento infantil é poético e sincrético, toma as coisas por inteiro – o mesmo olhar se atenta no detalhe e no todo.

É por isso que o grande desafio da educação infantil e dos seus profissionais é observar, valorizar os esquemas do pensamento infantil e suas hipóteses de compreensão dos fenômenos, conhecer e reconhecer o jeito particular da criança ser e estar no mundo.

 

A teoria de Piaget tem sido a linha mestra para o Recreio, pela inter-relação estabelecida entre os aspectos práticos, intelectuais, perceptivos, cognitivos e afetivos do desenvolvimento da personalidade. Nos diferentes estágios de desenvolvimento, as possibilidades de ação do sujeito sobre o meio, o nível de organização das estruturas e as transformações das competências e das habilidades são norteadores para que os educadores cumpram com eficiência sua função de ensino.

O Recreio considera fundamental a contribuição de Henri Wallon. Segundo ele, a inteligência humana se desenvolve a partir do sistema emocional, tese hoje confirmada pelas descobertas recentes da neurociência, que destaca que, em toda ação cognitiva, áreas cerebrais da emoção são mobilizadas e que o indivíduo que aprende está se desenvolvendo enquanto personalidade e membro de um grupo cultural, não sendo, portanto, meramente um sujeito cognitivo.

Finalmente, a proposta pedagógica do Recreio contempla as oportunidades para o desenvolvimento expostas por Elvira Souza Lima, tendo como base os recentes estudos sobre o cérebro, o sistema nervoso e suas implicações para a educação: o tempo, o espaço, a comunicação, as práticas culturais, a imaginação e a fantasia, a curiosidade e a experimentação.